domingo, 11 de setembro de 2011

Foda-se o amor.!

     

      Ahh, quer saber de uma coisa, cansei.! Se eu quiser ficar feliz eu fico, basta um sorriso e pronto, estou feliz. Não dependo de ninguém para sorrir, posso me olhar no espelho e fazer algumas caretas, posso ler uma piada, assistir um programa de humor ou rir do nada, não dependo de ninguém para ser feliz, não mesmo!
      Depender do outro é difícil, é uma alegria momentânea, e totalmente inconstante.
          Mas por quê?
      Simplesmente porque nem sempre o outro está bem e disposto a te fazer feliz, às vezes diz coisas que chateiam ou tem atitudes inesperadas e você nem sempre sabe o que faz e acaba ficando triste, ou seja, o que era doce se acabou e o ditado “Nada dura para sempre” se torna real, tudo por causa do outro, das atitudes do outro.
      Tom Jobim que me desculpe, mas não concordo mais com a frase “É impossível ser feliz sozinho”, mudo, digo que é sim possível ser feliz sozinho... Para que servem os amigos afinal?
      Vou procurar a felicidade na beleza da vida e das coisas pequenas, vou rir com peças de teatro e piada de amigos, nos finais de semana posso voltar a fazer o que ja era costumeiro, posso fazer os piqueniques da tarde sozinha, posso ir dormir sem o boa noite de sempre, posso viajar e ate passar mais tempo com as pessoas que eu tinha deixado meio que de lado. 
      Amor?
      Nada de amar, não por inteiro. Apaixonar-me sim, isso pode, mas quando o amor estiver prestes a chegar, eu fujo, como sempre fiz. Pra que abrir exceções? 
      Que se fodam essas exceções.! Que se foda o amor.! Porque sentir algo que ninguém consegue explicar é muito complicado, é diferente de quando se toma um remédio que nunca se ouvira falar, ou ouve uma música que não se sabe cantar, o amor não tem explicação, nem os que amam sabem ao certo o que é. Prefiro sentir o que sei de onde vem, prefiro sentir frio, calor, fome, ódio e medo, mas nunca amor.          O amor não é tão fundamental assim, quero sentir o que posso ver. Não quero ser surpreendida por amor nenhum, coisa chata é esse amor.
      Vou voltar aos planos de antes, vou fazer como os outros, ficar com o mais fácil, ao invés de lutar pelo   mais difícil. Agora eu sigo sem amar, sigo feliz, sozinha, pois a vida é curta demais para se viver amando, amarei quando estiver no fim da vida. 
Lá pelos 30 terei meu primeiro filho, que não será fruto do amor. Mas amarei-o como nunca amei ninguém. 
Caso eu invente de amar, amarei lá pelos 60 e morrerei com 62, de amor. Porque o amor não mata, mas nos maltrata e ninguém vive feliz quando se é maltratado.
Por isso ame, seja maltratado e morra triste.
      Se for pra ser feliz com alguém, que esse alguém seja o meu melhor amigo, meu irmão ou primo, mas não os amarei como homens, amarei-os diferente. Com um amor jamais visto, porque eles sim nunca me farão sofrer e jamais serão capazes de me magoar.

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