Sociedade dos poetas mortos
"Carpe Diem". Naquele instante esse era o único pensamento que rondava a cabeça dela. Era um show de bandas locais. Tocavam
Beatles, Scorpions, entre outros. Ela havia trocado olhares rapidamente, não sabia ao certo o que lhe chamara atenção naquele homem. Ele trajava uma jaqueta preta, tocava uma bateria imaginária, sentado ao chão, cercado de algumas garrafas secas, ao lado de um vendedor de bijouterias. Ela estava um pouco receosa, sem saber ao certo como falar com ele. Acabou seguindo as amigas e mudando de local.
A imagem daquele cara não saia de sua cabeça, a vontade de falar com ele só aumentava e a voz só continuava a falar: "Carpe Diem! Coragem, moça, coragem!". Então ela foi. Agachou-se atras dele e sussurrou ao seu ouvido: "Posso saber seu nome?". Ele sorriu, guardou as baquetas que tinha em mãos, levantou-se e se apresentou. Ela perguntou se ele era daquela cidade e trocaram algumas palavras até ele lhe questionar sobre o que a chamara a atenção num cara que estava sentado, tocando a tal bateria imaginária, em meio a tanta gente dançando. Ela não soube responder, pois nem ela sabia a resposta, mas era justamente por ele ter se destacado do restante da platéia que ela se interessou, ela gostava disso nas pessoas. Ele se aproximou e a beijou. Depois tocou uma musica romântica e eles foram levados pelas notas da guitarra e a voz suave do cantor. Dançavam compassadamente, como se seguissem a partitura da ao pé da letra.
Certo tempo depois se aproximaram do palco. Uma das pessoas do grupo dela comentou que o conhecia pelas poesias que ele escrevia em um blog. Ela se interessou ao saber e pegou o endereço. Eles dançaram mais algumas musicas, se beijaram novamente, ate que ele saiu. Ela não o viu mais e acabou tendo que ir embora. Restava em sua mente apenas a lembrança daquela noite inesquecível, o endereço do blog dele e o desejo de vê-lo novamente.
Tocava bateria aérea com autoridade, só para constar.
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